segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
O Natal e os Frozza [Parte 2]
Acordei era ainda madrugada, estava nu, levantei e fui até a cozinha da casa. Duas das mulheres estavam acordadas conversando:
-Você acha que o colar de Melamin Frozza está aqui? - Murmurava a mulher.
-Espero que esteja, não transei com um morto para não acontecer nada, e não encontrar aquela merda. - Dizia a outra.
-É a chance de contar para o mundo que esses filhos da puta existem, os filhos da besta vão cair, vamos mostrar pra eles como é se divertir na luz do dia! HAHA
Naquele momento senti um aperto, e uma pontada de nojo, por ter satisfeito meus desejos com uma vadia dessas, meu pai deveria saber disso... Ou eu estava descobrindo, mas que tipo de pessoa sabe que os vampiros existem, odeia eles, e mesmo assim por um colar...
Fui incapaz de me mexer. Olhei a casinha ao meu redor, parecia tão frágil e tão forte ao mesmo tempo, eu poderia colocar aquilo abaixo e matar aquelas duas.
Meu olhar foi rapidamente para a porta que ia abrindo liberando a entrada do lindo, caloroso e mortal sol.
Não poderia acreditar no que meus olhos estavam vendo, meus colegas; Gui e Amanda.
- Mamãe? - Dizia Amanda enquanto Gui ia em direção a sala de (mau)estar, ele estava seguro de mais em cada passo confiante que dava em frente, já havia estado ali, eu sentia, eu sabia.
- Diga pequena sunshine! - Disse uma das mulheres que tramava encontrar o colar.
- Não me chame assim mamãe, eu vi até aqui com Gui, para contar que vamos abandonar o caso...
- O que? Não repita isso! - Disse a mulher pegando uma faca e a ameaçando. - Você é a luz do sol que dizem nas profecias, você que vai levar o colar até a Espanha para o Mago Adamir! E ele completa o feitiço que fará o sol entrar em todo, e qualquer lugar.
- E matar essas pessoas? Muitas que não tem culp...
- Pessoas? São filhos do capeta - Murmurava ela com ódio - E merecem a morte, a mesma que deram ao seu pai!
- Mãe? - Disse Gui entrando na sala.
- Fale - Disse ele parando de olhar com cara feia para Amanda e olhando Gui.
- Eu continuo no caso - ele pausou- Tem um homem na sala... Ele acabou de morrer!
- É isso que vai continuar acontecendo, Amanda. - Disse a outra mulher, colocando a mão no ombro de Amanda.
Eu já estava costurando minhas ideias, quando meu pé soltou do apoio em que estava no teto da casa e derrubou uma das pedras da casinha de pedra.
Se eu não fosse tão rápido, obviamente eles teriam me visto.
Segui até o quarto do velho Arckimed onde por alguns momentos demorei para encontrar os pés dele que saiam de baixo da cama, olhei por baixo do cobertor cheio de sangue e o vi deitado com a boca cheia de sangue, pelado com uma mão na bunda.
- Arck.. er.. - Eu tentei dizer quando pisei e algo... melecado- Arckimed! Olhe!
- Ahn, oi, ahn? - Disse ele acordando apavorado.
- Se eu contar você não vai acreditar... Leia o pensamento das pessoas lá de baixo, AGORA!
Ele parou por alguns momentos.
- O COLAR! ELE ESTÁ AQUI? - Disse ele com a cara de quem encontrara um tesouro.
- Vou saber se o colar está aqui e... - Fui interrompido.
- Não o colar, anta. - Disse ele batendo com a mão pesada na minha cara - O Mago Adamir! Meu velho colega de escola, nem acredito, sabe? Sempre quis dar uma trepada com ele AHAHAHAHAHA
- Ah, que legal... Ele vão nos matar, pare com isso velho tarado!
- Eles acham que ela é a luz do sol, eu mesmo matei a criança quando estava nascendo - Disse ele com orgulho de cada palavra - Cuide da casa para mim?
- O que? - Não acreditei.
- Isso mesmo, cuide... Vou levá-los para uma pequena viagem...
- Até mesmo... Gui e Amanda?
- Carne fresca... Amanda? Essa eu quero ver gritar!
Por alguns momentos pensei nos dois anos em que estudei com eles, e o interesse deles em sempre conversarem comigo, por algum momento será que eles desconfiaram de mim? Ou pior será que eles sabiam de mim e de meu pai? Como elas conseguiram bloquear os pensamentos sobre a luz do sol? Arckimed é um velho tarado, sedento por sangue, está sempre pronto para sexo, mas ele é um mago-vampiro poderoso. Não faria sentido, eu só sei que o que me esperava depois da noite de natal que passara (que eu esqueci que estava acontecendo), era um Reveillon Sangrento, e cheio de mistérios.
domingo, 20 de dezembro de 2009
O Natal e os Frozza
Acordei pela manhã, senti um frio na barriga ao ver o sol entrando pela janela e quase encostando em meu pé, a sorte que acordei naquela hora com meu pai entrando pelo quarto e entregando-me um novo protetor, era algo estranho, mas eu não quis contrariar ele, havia feito uma coisa terrivel há três meses atrás; "Vamos filho, esse dura até 3 horas, tenho algo para falar com você, anda, anda"; dizia ele me apressando de tal modo que mal conseguia pensar, passei aquele protetor, aparentemente mais leve que o outro sem grudar tanto na mão, tinha que ser cuidadoso, nenhum pedaço meu poderia ficar vulnerável ao sol.
- Fale pai - Disse pegando a mochila para o acampamento que meu pai e eu faziamos todos anos na época de natal.
- Preciso falar sobre quem nos deu esse protetor... - O olhar dele me preocupou - Você se lembra de Arckimed? Arckimed Frozza?
- O único bruxo que é vampiro? - Disse eu tentando me lembrar bem dos detalhes, muitos invadiram meus pensamentos, ele que fornecia protetor para muito dos vampiros, o que nos fazia poupar a vida de outros bruxos, e eles com seus feiticos, a nossa - O que tem ele pai?
- Digamos que ele está em Gramado caçando, as mortes que vem acontecendo, adivinha...
- Filho da Puta! - Mas ele tinha aquela filha... Morgana? - Disse eu me lembrando da jovem que há muito tempo eu não via.
- Ela morreu já faz alguns anos... - Disse meu pai logo contornando - Mas enfim, vamos até ele hoje, ele desde que chegou criou cinco vampiros meu filho, o velho é um tarado sexual, transou com 2 homens e 3 mulheres, NA MESMA NOITE.
- Isso é mais que injusto, ok? - A raiva dominou meu pensamento, era injusto que até um velho tivesse relações sexuais e eu sem nada, eu sou uma dolescente já faz anos e anos, e só transei uma vez, e nem consegui "terminar" se é que vocês me entendem.
- Filho, deixe de ser assim - Era fácil meu pai dizer isso, ele transava quase todos os dias, era um galã de cinema de tão belo, e as mulheres não resistiam ao seu forçado sotaque italiano... ou algum outro sotaque.
Eu e meu pai seguimos até as montanhas, aonde estava escondido Arckimed Frozza, o lugar era um tanto assustador, se não fosse pelas coisas que eu já vi pela minha vida. Uma casa de pedras, com uma porta de metal, me lembrava as do tempo medieval na antiga England!
Entramos pela porta de metal que ficava fazendo barulhos, anunciando obviamente nossa chegada, pois em menos de cinco segundos um rapaz alto, loiro, olhos mais azuis que o céu daquele dia pulou em nossa frente:
- Os rapazes querem alguma ajudinha? - Dizia ele pegando seu corpo, estava sem camisa, os sinais de violência em sua pele, vários arranhões nas costas e mordidas por todo seu corpo, ele tirava a calça e colocava rapidamente - Eu posso ser todo de vocês - Disse ele pegando a coxa de meu pai, que num impulso segurou a mão do jovem loiro e o jogou em um sofá que estava na "sala de estar", meu pai pulou em cima dele e o ameaçou.
- Aonde está Frozza? - Dizia meu pai com os dentes de fora.
- Pietro Haddad... Quanto tempo meu amigo, andou malhando? Quer me Malhar? - Disse ele soltando uma risada extremamente irritante.
- Não perdeu o humor, não é Frozza?
- Como vou perder, tenho escravos sexuais, sangue a vontade, uma vida cheia de prazeres... E você? Carente? AHAHAHAHAHAHAH - Ele me encarou - Acalme-se filho, a escolha foi de seu pai, mas se quiser se juntar a mim, e recuperar o tempo que você e seu amigo perderam... - Disse ele olhando o meu... é, vocês sabem.
Não demorou muito e apareceram outros 3 "escravos" de Arckimed.
Um homem e duas mulheres entraram sem roupa, pelados dos pés à cabeça, um dos homens ainda estava com o pênis ereto. O pavor misturado com o prazer estava na cara daquelas mulheres, cheias de sangue, os olhos perderam o brilho, estavam cinzas, com algumas manchas vermelhas, elas estavam fora de si.
- Então - recomeçou Arckimed - Ficacará comigo esta noite?
Encarei meu pai, queria que ele falasse algo em minha mente, já que conseguia implantar pensamento nas pessoas, mas como Arckimed lia pensamentos, era arriscado.
- Como disse, você vai provar dos prazeres mais loucos AHAHAHHAHAHA - AQUELA RISADA, EU TINHA VONTADE DE ACABAR COM A VIDA DAQUELE BRUXO FILHO DA PUTA SÓ DE OUVIR AQUELA RISADA.
Meu pai me chamou do lado de fora da casa assustadora, e então:
- Eu acho que você deve ficar, você sabe que não sou a favor. Mas com você aqui, pode mantê-lo a noite toda aqui enquanto eu descubro porquê ele veio até aqui, eu sinto que alguma coisa de errada tem. - Disse meu pai me dando um aperto de mão - Filho... Você que sabe se vai provar dos "prazeres" dele, só quero que você saiba e lembre-se dos seus principios... Vou ir...
Meu pai desceu a montanha com uma velocidade que eu nunca tinha o visto antes, ele se sentia livre sempre que iamos acampar, mas dessa vez, iriamos ficar separados, ambos com suas missões.
- Então, servido? - Disse ele tirando a calcinha de uma das mulheres.
- Mais do que servido - Coloquei os dentes para fora, fui tirando minhas calças e ataquei.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Contradições
_Eu solto, eu solto, mas pare de gritar, pare...
_Uhum _ murmurou ela.
Eu fui soltando devagar, e quando soltei sua boca ela correu para longe, eu fui rápido e cheguei na frente dela, os olhos dela se arregalaram quando ela viu que havia chegado em sua frente.
_ Você é um monstro como ele, ah e eu pensando que você era um herói.
_ Eu não sou um monstro _ Meus olhos ficaram vermelhos, meus dentes saltaram, eu não conseguia sentir raiva, que o meu lado selvagem vinha a tona. Ela começou a gritar muito, eu a olhei e comecei a entrar em sua mente, eu via muitas imagens perdidas, muitas falhas, erros, muitas lágrimas, drogas, sexo, álcool.
Fui agilmente interrompido quando ela me deu um tapa na cara, ela me olhava com raiva, as lágrimas saíram de seu rosto que foi tomado pelo ódio.
Eu tentei me segurar, mas foi inútil, o seu sangue cheirava melhor que uma comida recém feita, do que pão recém tirado da forma, comparação para humanos entenderem.
Peguei forte seu braço e a joguei contra a parede, tirei o cabelo de cima de seu pescoço, e sem pensar mordi. Eu sentia o sangue dela descendo pela minha garganta, era bom sentir o seu gosto, a excitação foi estupidamente grande, fazia tempo que não me alimentava de alguém tão belo, um sangue tão fresco.
Ela se debatia, gritava, chorava, mas eu não conseguia parar, estava acabando com o sangue do corpo dela, e espalhando o veneno que a tornaria vampira, em breve.
Levantei-me, aproveitei que estava com sangue novo e saí correndo pela cidade, me sentia novo, me sentia vivo, o efeito de sangue fresco iria passar então eu corri, mas corri o máximo que pude, o máximo que consegui, me embalava com as mãos as vezes, conseguia flutuar por alguns instantes.
Logo estava em Gramado, cheguei em casa, a grande casa, como chamavam as pessoas da cidade, era uma casa grande, não gosto de me gabar mas é uma casa com tudo que imaginar, até algumas coisas que para nós, vampiros, não fariam falta como geladeira, cama, microondas etc. etc. e etc.
Entrei em casa feliz, cantarolando. Alguém me surpreendeu, fui jogado contra o sofá, que rolou por cima de mim. Me levantei e não consegui acompanhar o vulto que me pegou por trás e me jogou contra a janela, que quebrou em pedaços e foi caindo ao meu lado até o gramado que havia no lado de fora. Levantei-me mais uma vez, e a figura que antes era um vulto foi tomando forma, era meu pai, ele estava com uma cara pouco amigável.
_ Eu te digo para não sair e ir atrás de vampiros, e você vai _ Disse ele pegando meu braço e me jogando contra a parede _ Eu lhe aviso, se quiser se alimentar beba idosos, bebês abandonados, PROSTITUTAS! Não pessoas que farão falta, Leonard, o que eu farei com você?
_Papai, me perdo... _ Ele pegou meu pescoço e começou a apertar.
_ Você a mordeu até o veneno se espalhar? _ Eu tentei ignorar e mudar, mas ele apertou mais forte.
_ Si... Sim.
_ PUTA QUE PARIU LEONARD! O que o mundo menos precisa é de criações por acidente, Leo o que eu farei agora? Ela tem seu veneno no sangue, vai conseguir te achar aonde você estiver...
_ Eu, eu não sabia pai _ O olhar dele estava mais preocupado do que zangado agora.
_ Desculpa por gritar, mas filho, você tirou a vida de uma adolescente. Você quer tanto vingar sua vida que foi tirada pelo seu tio, e agora tira a de outra. Contradições meu filho... Contradições.
Meu pai estava certo, eu havia feito a minha primeira criação, estava tudo embaralhado na minha mente, tudo que eu um dia quis vingar, estava se tornando meu castigo, estava escrevendo minha própria história com sangue dos outros.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Sexo
Na entrada do beco um casal entrou correndo, estavam agarrados, a mulher puxava o cinto do homem com força e ele tirava a saia dela com vontade, eu não queria estragar esse momento “íntimo” mesmo eles estando em um local “público”.
Eu olhei para o topo do prédio, me parecia seguro, então me abaixei até meu joelho encostar no chão e pulei com força, desviei de algumas roupas que estavam penduradas no varal das janelas.
Estava vendo a cidade de cima daquele prédio, era tudo tão cinza, eu achava aquilo tão belo, minha cidade é cheia de árvores e plantas, me sentia trancado na floresta como um animal, que sou. Olhei para baixo, e lá estavam os dois completamente sem roupa, aquilo me excitou, não posso dizer que não, fazia tanto tempo que eu não chegava perto de alguma outra pessoa, ou vampiro, minha mão não poderia ser minha namorada para sempre.
Fui caminhando pelo telhado do prédio, e vi um movimento estranho, um homem segurava uma mulher com força e a arrastava contra vontade, ela tentava gritar mas a mão do homem segurava com força a boca da mulher, eu não pensei e me joguei do prédio, caí em pé do outro lado da rua de onde se encontravam eles dois.
_Fique bem quieta, vamos, não vou fazer nada que você não goste... _ Dizia ele com um tom de repugnância.
_Solte-a!_ só depois de falar eu me arrependi, só depois de falar eu gelei.
Ele sorriu tão estranhamente, soltou o braço dela, e tão rapidamente, tão agilmente ele parou na minha frente, ele veio em alta velocidade. Eu mantive a postura e o olhei nos olhos, estes por sua vez estavam vermelhos como o fogo.
_ Você criança, o que faz fora de casa?_ disse ele pegando meu pescoço e meu braço.
_ Quem disse que essa não é minha casa? _ disse eu tirando as mãos deles de mim.
_ Além de tudo é corajoso, você não sabe com quem está se metendo...
_ E nem você _ Dei um sorriso antes de dar um soco em sua barriga e o fazer cruzar a rua, eu corri e olhei para a mulher, a coloquei nas minhas costas, ela me implorava para a levar para casa, ela nunca fez mal para ninguém. Só então percebi que a voz não era de uma mulher, e sim de uma jovem, que deveria ter a mesma idade que eu.
Então, corri rapidamente para fugir daquele vampiro que me atacou, e atacou a pobre jovem.
_ Meu amigo, minha casa não é pra lá. _ Dizia ela chorando, mas suas lágrimas não escorriam pelo rosto, estávamos tão rápido que elas mal tocavam em seu rosto e já estavam sendo atiradas para trás.
_ Não podemos ir por aquele lado, não percebeu ainda? _ eu falava seriamente.
Paramos em um lugar com apenas a luz de um poste velho e cheio de propagandas políticas iluminando.
Eu a olhei, e então perguntei:
_ Aonde foi que você o conheceu?
_ Eu fugi de casa para ir em um bar com meus amigos, no show de um ex namorado meu _ Dizia ela amassando o ingresso, que agora já não valia para nada.
_ Vamos esperar um pouco aqui e depois eu te levo...
_ E você, o que é você?
_ Alguém muito encrencado que não vai voltar para casa essa noite...
_ Não foi isso que eu perguntei, você é algum tipo de caça-vampiros com poderes? _ Disse ela olhando para a minha camisa.
_ É, digamos que eu dou um jeito nos grandões...
_ Sua camisa, está rasgada_ disse ela colocando o dedo dentro do rasgo e acariciando minha pele _ Você é frio, gelado...
_ Qual é seu nome?_ Eu perguntei na tentativa de fazê-la mudar o assunto, e fui tirando a mão dela de mim.
_ Carol, e o seu?_ disse ela olhando para mim.
_ Leonard Haddad... _ Ela sorriu, provavelmente achou meu nome engraçado.
_ Então, como eu posso agradecer?
Ela fez a pergunta apertando o corte da minha camisa, e colocando sua mão na minha coxa, ela foi chegando perto de mim, eu estava mais gelado que o normal, coloquei a mão na perna dela também. Ela se levantou, pegou minha mão e me levou para dentro de outro beco escuro.
Ela logo me beijou, fazia tanto tempo que eu não sentia algo tão quente em meu corpo, então fui tirando a minha camisa, estava eufórico, não conseguia me segurar, o sangue dela começou a pulsar mais forte, ele estava cheirando tão deliciosamente.
_ Você é gostoso, malha? _ disse ela pegando minha bunda.
Meus dentes caninos automaticamente saltaram, cresceram, e não foi a única coisa que estava crescendo.
Carol se assustou, começou a gritar.
_AAAAAAAAAAAAAAAH!
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A Pequena viagem e a Revelação de Poderes
_Filho, leia isso.
“Mortes misteriosas assombram Porto Alegre”
A policia não deu mais detalhes sobra o caso, mas o corpo de três jovens foram encontrados perto de um shopping conhecido da cidade, o corpo dos jovens não sofreu nenhum tipo de abuso sexual como desconfiava a policia. Mas um fato intrigou a policia, os corpos estavam secos, sem uma gota de sangue correndo em suas veias.
O que seria isso? Algum tipo de ataque de uma gangue que vende sangue? Ritual de magia negra? Algum tipo de pacto macabro?
João Pedro Michel.
Zero Hora – 15 de Outubro de 2009
_ Pai... Você acha que isso tem algo com o tio... _ Ele rapidamente me interrompeu.
_Filho, não sei se é o seu tio, mas isso não é coisa de humanos, existem vampiros perto de nós...
_ Pai, se esses ataques não pararem eu vou atrás de quem está causando isso...
_ Nem brinca com uma coisa dessas, você vai ter sérios problemas comigo se fizer algo assim, ouviu?
_ Sei. _ Eu iria, eu vou, é claro, ninguém nunca me impediu de nada, e meu tio matou minha mãe, a pessoa que eu mais amava na vida, meu tio tirou meus direitos de crescer, de viver feliz, tirou tudo de mim. Eu vou encontrar ele.
Meu pai me deu carona até em casa e foi para o escritório,
Eu peguei meu protetor e algum dinheiro, deixei um bilhete falando para meu pai que ia para a biblioteca, fui até a rodoviária e peguei o primeiro ônibus para Porto Alegre.
Estava ficando noite, isso foi de grande sorte para mim, eu estava com o MP4 no ouvido ouvindo minha banda favorita, The Rembrandts, o tempo passou rápido, quando vi estava
Olhei ao redor e não conhecia nada fui caminhando até achar uma placa que indicava a direção do Shopping. Segui caminhando aquela rua, os mendigos estavam gritando, uns avisavam o fim dos tempos, outros falando que o Diabo já estava na terra, aquilo não me dava medo, mas eu sentia ódio do ser Humano por deixar algo assim acontecer com pessoas da espécie dele.
_ O veadinho está sozinho caminhando pela rua? _Disse um garoto alto, gordo, com o cabelo tão ruivo quando o fogo que eu gostaria de soltar para queima-lo.
Eu continuei caminhando sem dar bola para ele, a minha cabeça começou a doer, muito, e em um flash eu vi a mão do garoto acertar minha barriga com toda força. Olhei para trás e ele estava vindo com seu punho para me acertar, eu mais que rápido peguei sua mão e fiquei segurando:
_ A donzela indefesa é rápida, espera até eu foder sua bunda...
Eu senti tanta raiva, comecei a apertar a mão dele com tanta força que ele começou a andar pra trás, eu comecei a apertar mais e mais, eu ouvia os ossos dele quebrando em vários pedaços, ele estava chorando.
_ Repete o que você disse _ eu segurei o pescoço dele e o levantei no ar, ele estava mais vermelho que seu cabelo.
_ O que é vo-vo-você? O que é isso no seu olho? _ Ele chorava e tremia.
Meu olho estava vermelho e meus dentes para fora, ele começou a gritar. Eu o atirei para longe, ele demorou para levantar, eu fui até perto dele, meus dentes para fora dei uma lambida no pescoço dele, respirei fundo. E segui caminhando pela rua, até que a escuridão da má iluminação me engoliu.
Eu havia previsto o que ele iria fazer comigo... Será que meus poderes estavam se revelando?
Pedra do Amor
Entreguei minha prova e fui dar uma volta pela escola aonde o pouco de sol não batia, mesmo assim o verão está chegando e logo estudo de noite, eu havia esquecido meu protetor em casa. O protetor é parecido com o filtro solar humano, mas é feito por bruxos do interior da Inglaterra, leva com ele vários dos elementos místicos e conseguem fazer um vampiro agüentar um pouco mais de 15 minutos no sol.
Sentei no alto de uma pedra, a pedra do amor, conhecida por toda escola pela quantidade de nomes e corações, dizem que ao colocar o seu nome e o de alguém na pedra vocês vão ter uma vida cheia de amores. O amor não é meu forte, eu não consigo me apaixonar, talvez tenha me apaixonado uma vez, quem sabe, por uma garota da argentina, Paola, foi com quem eu tive minha primeira e única experiência sexual, foi tudo tão confuso para mim, minha força é algo que não consigo controlar direito, ainda tenho que trabalhar muito no meu lado psicológico para então poder controlar meus poderes.
Falando em poderes, meu pai é advogado, um dos mais respeitados da cidade, e não é por menos, meu pai tem poderes mentais, ele consegue implantar na mente de quem quiser coisas, fatos, imagens, tudo. Seu controle é perfeito, minha mãe era uma teleportadora, conseguia ir para qualquer lugar quando e como quisesse. E eu, ainda não descobri direito, mas como força é de todo vampiro, acho que sou uma fraude HAHA.
Olhei para o meu lado e lá estava ele, Gui, olhando-me de longe e parecia estar com uma cara pouco agradável, mas isso para os irmãos Ventura não era novidade, ambos quando não queriam parecer agradáveis eram naturalmente frios.
Olhei para trás para ver se não estava me equivocando, mas não, eu estava sozinho no pátio, mas quando voltei a olhar para lá, ele já não estava mais me encarando, nem sequer estava lá.
Olhei para o portão da escola e o carro de meu pai parou, corri rápidamente para ver o que ele queria.
_ O que foi pai? _Perguntei apreensivo.
_ Calma filho, temos que conversar_ disse ele com a voz arrastada e cansada, fazia tempo que ele já não era o mesmo e se sentia bem como quando vivíamos na Itália.
Drácula
Estudo em uma escola não muito grande, não tenho amigos, meu pai não deixa eu me aproximar de ninguém, ele sente muito medo, mesmo sendo quase mais de 100 anos que meu tio não dá sinal de “vida” ele acha que a qualquer momento ele terá que enfrentar Jonatan e Jenifer, eu sinto que a batalha vai chegar algum dia, mas eu vejo meus colegas e pessoas da escola se divertindo e tudo, sinto vontade de ser amigo de alguém, mas parece que ninguém tenta, ou quase ninguém.
Cheguei na escola 7:15, estava quase na hora de entrar, meu pai me leva até lá de carro, no Brasil a idade para dirigir é 18, e eu estou preso nos 17 anos para sempre... Queria ser um pouco mais velho, não quero ser adolescente por toda eternidade.
Fui direto para minha sala de aula, não tenho amigos nem conhecidos para conversar, me sentei na classe e fiquei esperando o professor entrar e falar sobre algum assunto que eu com certeza eu já tinha ouvido falar, e como a primeira aula era literatura estrangeira, obviamente eu vivi em tal época para ver acontecer o que ele iria falar por 50 minutos.
Olhei para a porta rapidamente após sentir um leve pulsar em todos meus dedos, pressentindo que algo ruim iria acontecer, mas era alarme falso, na porta só estavam Gui e Amanda, irmãos gêmeos, quase idênticos se não fosse a cor de seus olhos e de seu cabelo. Gui era alto e magro como a irmã, sua pele era bronzeada e seu cabelo era de um castanho tronco de árvore, já sua irmã, era um pouco mais branca que Gui, mas seu cabelo lembrava um horizonte logo antes do amanhecer, era loiro-bronze e muito bem cuidado. Os olhos de Gui eram verdes, os de Amanda castanhos.
_Bom dia Leonard! _ Disse Amanda sorrindo freneticamente e balançando seu cabelo repetidas vezes.
_Olá_ Fui seco, mas não conseguia dar confiança para ninguém, as palavras de meu pai me proibindo de fazer amizades vinham em minha cabeça todo tempo.
O professor entrou na sala e me tirou desse momento embaraçoso, salvo pelo gongo!
Não é engraçado o momento, mas eu ri de mim mesmo quando a voz aguda e fina do professor Evandro Castino ecoou pela sala com as palavras “Drácula de Bram Stoker”
Drácula realmente existe, não vou dizer que tive a sorte e o prazer de conhecer o pai dos vampiros, mas meu pai disse que ele “é” um homem muito frio e malvado, agora esse tal de Bram Stoker, era amigo intimo de Drácula, que o traiu e resolveu contar a sua história para a humanidade. Bram hoje está vivendo atormentado pelas 3 mulheres de Drácula, esse não é seu verdadeiro nome, o nome dele é Vlad Tepes, nasceu em 1431 e governou o território que corresponde à atual Romênia.
Eu realmente não queria ouvir mais uma das teorias humanas para os vampiros.
Fiquei olhando para a janela, e vi que o sol ainda não havia aparecido, adoro o inverno nessas cidades gaúchas, o sol nunca aparece. E quando aparece e fica calor, logo vem a forte tempestade.
