Na entrada do beco um casal entrou correndo, estavam agarrados, a mulher puxava o cinto do homem com força e ele tirava a saia dela com vontade, eu não queria estragar esse momento “íntimo” mesmo eles estando em um local “público”.
Eu olhei para o topo do prédio, me parecia seguro, então me abaixei até meu joelho encostar no chão e pulei com força, desviei de algumas roupas que estavam penduradas no varal das janelas.
Estava vendo a cidade de cima daquele prédio, era tudo tão cinza, eu achava aquilo tão belo, minha cidade é cheia de árvores e plantas, me sentia trancado na floresta como um animal, que sou. Olhei para baixo, e lá estavam os dois completamente sem roupa, aquilo me excitou, não posso dizer que não, fazia tanto tempo que eu não chegava perto de alguma outra pessoa, ou vampiro, minha mão não poderia ser minha namorada para sempre.
Fui caminhando pelo telhado do prédio, e vi um movimento estranho, um homem segurava uma mulher com força e a arrastava contra vontade, ela tentava gritar mas a mão do homem segurava com força a boca da mulher, eu não pensei e me joguei do prédio, caí em pé do outro lado da rua de onde se encontravam eles dois.
_Fique bem quieta, vamos, não vou fazer nada que você não goste... _ Dizia ele com um tom de repugnância.
_Solte-a!_ só depois de falar eu me arrependi, só depois de falar eu gelei.
Ele sorriu tão estranhamente, soltou o braço dela, e tão rapidamente, tão agilmente ele parou na minha frente, ele veio em alta velocidade. Eu mantive a postura e o olhei nos olhos, estes por sua vez estavam vermelhos como o fogo.
_ Você criança, o que faz fora de casa?_ disse ele pegando meu pescoço e meu braço.
_ Quem disse que essa não é minha casa? _ disse eu tirando as mãos deles de mim.
_ Além de tudo é corajoso, você não sabe com quem está se metendo...
_ E nem você _ Dei um sorriso antes de dar um soco em sua barriga e o fazer cruzar a rua, eu corri e olhei para a mulher, a coloquei nas minhas costas, ela me implorava para a levar para casa, ela nunca fez mal para ninguém. Só então percebi que a voz não era de uma mulher, e sim de uma jovem, que deveria ter a mesma idade que eu.
Então, corri rapidamente para fugir daquele vampiro que me atacou, e atacou a pobre jovem.
_ Meu amigo, minha casa não é pra lá. _ Dizia ela chorando, mas suas lágrimas não escorriam pelo rosto, estávamos tão rápido que elas mal tocavam em seu rosto e já estavam sendo atiradas para trás.
_ Não podemos ir por aquele lado, não percebeu ainda? _ eu falava seriamente.
Paramos em um lugar com apenas a luz de um poste velho e cheio de propagandas políticas iluminando.
Eu a olhei, e então perguntei:
_ Aonde foi que você o conheceu?
_ Eu fugi de casa para ir em um bar com meus amigos, no show de um ex namorado meu _ Dizia ela amassando o ingresso, que agora já não valia para nada.
_ Vamos esperar um pouco aqui e depois eu te levo...
_ E você, o que é você?
_ Alguém muito encrencado que não vai voltar para casa essa noite...
_ Não foi isso que eu perguntei, você é algum tipo de caça-vampiros com poderes? _ Disse ela olhando para a minha camisa.
_ É, digamos que eu dou um jeito nos grandões...
_ Sua camisa, está rasgada_ disse ela colocando o dedo dentro do rasgo e acariciando minha pele _ Você é frio, gelado...
_ Qual é seu nome?_ Eu perguntei na tentativa de fazê-la mudar o assunto, e fui tirando a mão dela de mim.
_ Carol, e o seu?_ disse ela olhando para mim.
_ Leonard Haddad... _ Ela sorriu, provavelmente achou meu nome engraçado.
_ Então, como eu posso agradecer?
Ela fez a pergunta apertando o corte da minha camisa, e colocando sua mão na minha coxa, ela foi chegando perto de mim, eu estava mais gelado que o normal, coloquei a mão na perna dela também. Ela se levantou, pegou minha mão e me levou para dentro de outro beco escuro.
Ela logo me beijou, fazia tanto tempo que eu não sentia algo tão quente em meu corpo, então fui tirando a minha camisa, estava eufórico, não conseguia me segurar, o sangue dela começou a pulsar mais forte, ele estava cheirando tão deliciosamente.
_ Você é gostoso, malha? _ disse ela pegando minha bunda.
Meus dentes caninos automaticamente saltaram, cresceram, e não foi a única coisa que estava crescendo.
Carol se assustou, começou a gritar.
_AAAAAAAAAAAAAAAH!

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