_Filho, leia isso.
“Mortes misteriosas assombram Porto Alegre”
A policia não deu mais detalhes sobra o caso, mas o corpo de três jovens foram encontrados perto de um shopping conhecido da cidade, o corpo dos jovens não sofreu nenhum tipo de abuso sexual como desconfiava a policia. Mas um fato intrigou a policia, os corpos estavam secos, sem uma gota de sangue correndo em suas veias.
O que seria isso? Algum tipo de ataque de uma gangue que vende sangue? Ritual de magia negra? Algum tipo de pacto macabro?
João Pedro Michel.
Zero Hora – 15 de Outubro de 2009
_ Pai... Você acha que isso tem algo com o tio... _ Ele rapidamente me interrompeu.
_Filho, não sei se é o seu tio, mas isso não é coisa de humanos, existem vampiros perto de nós...
_ Pai, se esses ataques não pararem eu vou atrás de quem está causando isso...
_ Nem brinca com uma coisa dessas, você vai ter sérios problemas comigo se fizer algo assim, ouviu?
_ Sei. _ Eu iria, eu vou, é claro, ninguém nunca me impediu de nada, e meu tio matou minha mãe, a pessoa que eu mais amava na vida, meu tio tirou meus direitos de crescer, de viver feliz, tirou tudo de mim. Eu vou encontrar ele.
Meu pai me deu carona até em casa e foi para o escritório,
Eu peguei meu protetor e algum dinheiro, deixei um bilhete falando para meu pai que ia para a biblioteca, fui até a rodoviária e peguei o primeiro ônibus para Porto Alegre.
Estava ficando noite, isso foi de grande sorte para mim, eu estava com o MP4 no ouvido ouvindo minha banda favorita, The Rembrandts, o tempo passou rápido, quando vi estava
Olhei ao redor e não conhecia nada fui caminhando até achar uma placa que indicava a direção do Shopping. Segui caminhando aquela rua, os mendigos estavam gritando, uns avisavam o fim dos tempos, outros falando que o Diabo já estava na terra, aquilo não me dava medo, mas eu sentia ódio do ser Humano por deixar algo assim acontecer com pessoas da espécie dele.
_ O veadinho está sozinho caminhando pela rua? _Disse um garoto alto, gordo, com o cabelo tão ruivo quando o fogo que eu gostaria de soltar para queima-lo.
Eu continuei caminhando sem dar bola para ele, a minha cabeça começou a doer, muito, e em um flash eu vi a mão do garoto acertar minha barriga com toda força. Olhei para trás e ele estava vindo com seu punho para me acertar, eu mais que rápido peguei sua mão e fiquei segurando:
_ A donzela indefesa é rápida, espera até eu foder sua bunda...
Eu senti tanta raiva, comecei a apertar a mão dele com tanta força que ele começou a andar pra trás, eu comecei a apertar mais e mais, eu ouvia os ossos dele quebrando em vários pedaços, ele estava chorando.
_ Repete o que você disse _ eu segurei o pescoço dele e o levantei no ar, ele estava mais vermelho que seu cabelo.
_ O que é vo-vo-você? O que é isso no seu olho? _ Ele chorava e tremia.
Meu olho estava vermelho e meus dentes para fora, ele começou a gritar. Eu o atirei para longe, ele demorou para levantar, eu fui até perto dele, meus dentes para fora dei uma lambida no pescoço dele, respirei fundo. E segui caminhando pela rua, até que a escuridão da má iluminação me engoliu.
Eu havia previsto o que ele iria fazer comigo... Será que meus poderes estavam se revelando?

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