terça-feira, 20 de outubro de 2009

Pedra do Amor

O tempo passou muito rápido, a aula de matemática que veio logo após eu nem vi passar direito, era prova, e eu fui um dos primeiros a acabar e entregar a prova.
Entreguei minha prova e fui dar uma volta pela escola aonde o pouco de sol não batia, mesmo assim o verão está chegando e logo estudo de noite, eu havia esquecido meu protetor em casa. O protetor é parecido com o filtro solar humano, mas é feito por bruxos do interior da Inglaterra, leva com ele vários dos elementos místicos e conseguem fazer um vampiro agüentar um pouco mais de 15 minutos no sol.

Sentei no alto de uma pedra, a pedra do amor, conhecida por toda escola pela quantidade de nomes e corações, dizem que ao colocar o seu nome e o de alguém na pedra vocês vão ter uma vida cheia de amores. O amor não é meu forte, eu não consigo me apaixonar, talvez tenha me apaixonado uma vez, quem sabe, por uma garota da argentina, Paola, foi com quem eu tive minha primeira e única experiência sexual, foi tudo tão confuso para mim, minha força é algo que não consigo controlar direito, ainda tenho que trabalhar muito no meu lado psicológico para então poder controlar meus poderes.
Falando em poderes, meu pai é advogado, um dos mais respeitados da cidade, e não é por menos, meu pai tem poderes mentais, ele consegue implantar na mente de quem quiser coisas, fatos, imagens, tudo. Seu controle é perfeito, minha mãe era uma teleportadora, conseguia ir para qualquer lugar quando e como quisesse. E eu, ainda não descobri direito, mas como força é de todo vampiro, acho que sou uma fraude HAHA.

Olhei para o meu lado e lá estava ele, Gui, olhando-me de longe e parecia estar com uma cara pouco agradável, mas isso para os irmãos Ventura não era novidade, ambos quando não queriam parecer agradáveis eram naturalmente frios.
Olhei para trás para ver se não estava me equivocando, mas não, eu estava sozinho no pátio, mas quando voltei a olhar para lá, ele já não estava mais me encarando, nem sequer estava lá.
Olhei para o portão da escola e o carro de meu pai parou, corri rápidamente para ver o que ele queria.

_ O que foi pai? _Perguntei apreensivo.
_ Calma filho, temos que conversar_ disse ele com a voz arrastada e cansada, fazia tempo que ele já não era o mesmo e se sentia bem como quando vivíamos na Itália.

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