segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O Natal e os Frozza [Parte 2]

Nunca havia tido uma noite como aquela, o prazer saia junto com o suor gelado que escorria de meu pescoço e coxas. Ouvir a mulher gritar, gemer, e chorar me fez tão bem, que aprendi com Arckimed uma nova maneira de me alimentar de sangue humano sem ocorrer uma transformação. Não posso deixar meu sangue correr para os sangue dela, quando estou na excitação do momento, o sangue sai pela minha garganta e "envenena" a pessoa e a convida para uma vida de mortes e limites.

Acordei era ainda madrugada, estava nu, levantei e fui até a cozinha da casa. Duas das mulheres estavam acordadas conversando:

-Você acha que o colar de Melamin Frozza está aqui? - Murmurava a mulher.
-Espero que esteja, não transei com um morto para não acontecer nada, e não encontrar aquela merda. - Dizia a outra.
-É a chance de contar para o mundo que esses filhos da puta existem, os filhos da besta vão cair, vamos mostrar pra eles como é se divertir na luz do dia! HAHA

Naquele momento senti um aperto, e uma pontada de nojo, por ter satisfeito meus desejos com uma vadia dessas, meu pai deveria saber disso... Ou eu estava descobrindo, mas que tipo de pessoa sabe que os vampiros existem, odeia eles, e mesmo assim por um colar...
Fui incapaz de me mexer. Olhei a casinha ao meu redor, parecia tão frágil e tão forte ao mesmo tempo, eu poderia colocar aquilo abaixo e matar aquelas duas.
Meu olhar foi rapidamente para a porta que ia abrindo liberando a entrada do lindo, caloroso e mortal sol.
Não poderia acreditar no que meus olhos estavam vendo, meus colegas; Gui e Amanda.

- Mamãe? - Dizia Amanda enquanto Gui ia em direção a sala de (mau)estar, ele estava seguro de mais em cada passo confiante que dava em frente, já havia estado ali, eu sentia, eu sabia.
- Diga pequena sunshine! - Disse uma das mulheres que tramava encontrar o colar.
- Não me chame assim mamãe, eu vi até aqui com Gui, para contar que vamos abandonar o caso...
- O que? Não repita isso! - Disse a mulher pegando uma faca e a ameaçando. - Você é a luz do sol que dizem nas profecias, você que vai levar o colar até a Espanha para o Mago Adamir! E ele completa o feitiço que fará o sol entrar em todo, e qualquer lugar.
- E matar essas pessoas? Muitas que não tem culp...
- Pessoas? São filhos do capeta - Murmurava ela com ódio - E merecem a morte, a mesma que deram ao seu pai!
- Mãe? - Disse Gui entrando na sala.
- Fale - Disse ele parando de olhar com cara feia para Amanda e olhando Gui.
- Eu continuo no caso - ele pausou- Tem um homem na sala... Ele acabou de morrer!
- É isso que vai continuar acontecendo, Amanda. - Disse a outra mulher, colocando a mão no ombro de Amanda.

Eu já estava costurando minhas ideias, quando meu pé soltou do apoio em que estava no teto da casa e derrubou uma das pedras da casinha de pedra.
Se eu não fosse tão rápido, obviamente eles teriam me visto.
Segui até o quarto do velho Arckimed onde por alguns momentos demorei para encontrar os pés dele que saiam de baixo da cama, olhei por baixo do cobertor cheio de sangue e o vi deitado com a boca cheia de sangue, pelado com uma mão na bunda.

- Arck.. er.. - Eu tentei dizer quando pisei e algo... melecado- Arckimed! Olhe!
- Ahn, oi, ahn? - Disse ele acordando apavorado.
- Se eu contar você não vai acreditar... Leia o pensamento das pessoas lá de baixo, AGORA!
Ele parou por alguns momentos.
- O COLAR! ELE ESTÁ AQUI? - Disse ele com a cara de quem encontrara um tesouro.
- Vou saber se o colar está aqui e... - Fui interrompido.
- Não o colar, anta. - Disse ele batendo com a mão pesada na minha cara - O Mago Adamir! Meu velho colega de escola, nem acredito, sabe? Sempre quis dar uma trepada com ele AHAHAHAHAHA
- Ah, que legal... Ele vão nos matar, pare com isso velho tarado!
- Eles acham que ela é a luz do sol, eu mesmo matei a criança quando estava nascendo - Disse ele com orgulho de cada palavra - Cuide da casa para mim?
- O que? - Não acreditei.
- Isso mesmo, cuide... Vou levá-los para uma pequena viagem...
- Até mesmo... Gui e Amanda?
- Carne fresca... Amanda? Essa eu quero ver gritar!

Por alguns momentos pensei nos dois anos em que estudei com eles, e o interesse deles em sempre conversarem comigo, por algum momento será que eles desconfiaram de mim? Ou pior será que eles sabiam de mim e de meu pai? Como elas conseguiram bloquear os pensamentos sobre a luz do sol? Arckimed é um velho tarado, sedento por sangue, está sempre pronto para sexo, mas ele é um mago-vampiro poderoso. Não faria sentido, eu só sei que o que me esperava depois da noite de natal que passara (que eu esqueci que estava acontecendo), era um Reveillon Sangrento, e cheio de mistérios.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O Natal e os Frozza

O natal é uma data muito comemorada em minha cidade, pessoas do Rio grande do Sul todo vem para Gramado atrás de fotos perfeitas para cartões postais, o Natal Luz de Gramado, diria que o Brasil todo o conhece, e quer visitá-lo.


Acordei pela manhã, senti um frio na barriga ao ver o sol entrando pela janela e quase encostando em meu pé, a sorte que acordei naquela hora com meu pai entrando pelo quarto e entregando-me um novo protetor, era algo estranho, mas eu não quis contrariar ele, havia feito uma coisa terrivel há três meses atrás; "Vamos filho, esse dura até 3 horas, tenho algo para falar com você, anda, anda"; dizia ele me apressando de tal modo que mal conseguia pensar, passei aquele protetor, aparentemente mais leve que o outro sem grudar tanto na mão, tinha que ser cuidadoso, nenhum pedaço meu poderia ficar vulnerável ao sol.

- Fale pai - Disse pegando a mochila para o acampamento que meu pai e eu faziamos todos anos na época de natal.
- Preciso falar sobre quem nos deu esse protetor... - O olhar dele me preocupou - Você se lembra de Arckimed? Arckimed Frozza?
- O único bruxo que é vampiro? - Disse eu tentando me lembrar bem dos detalhes, muitos invadiram meus pensamentos, ele que fornecia protetor para muito dos vampiros, o que nos fazia poupar a vida de outros bruxos, e eles com seus feiticos, a nossa - O que tem ele pai?
- Digamos que ele está em Gramado caçando, as mortes que vem acontecendo, adivinha...
- Filho da Puta! - Mas ele tinha aquela filha... Morgana? - Disse eu me lembrando da jovem que há muito tempo eu não via.
- Ela morreu já faz alguns anos... - Disse meu pai logo contornando - Mas enfim, vamos até ele hoje, ele desde que chegou criou cinco vampiros meu filho, o velho é um tarado sexual, transou com 2 homens e 3 mulheres, NA MESMA NOITE.
- Isso é mais que injusto, ok? - A raiva dominou meu pensamento, era injusto que até um velho tivesse relações sexuais e eu sem nada, eu sou uma dolescente já faz anos e anos, e só transei uma vez, e nem consegui "terminar" se é que vocês me entendem.
- Filho, deixe de ser assim - Era fácil meu pai dizer isso, ele transava quase todos os dias, era um galã de cinema de tão belo, e as mulheres não resistiam ao seu forçado sotaque italiano... ou algum outro sotaque.

Eu e meu pai seguimos até as montanhas, aonde estava escondido Arckimed Frozza, o lugar era um tanto assustador, se não fosse pelas coisas que eu já vi pela minha vida. Uma casa de pedras, com uma porta de metal, me lembrava as do tempo medieval na antiga England!
Entramos pela porta de metal que ficava fazendo barulhos, anunciando obviamente nossa chegada, pois em menos de cinco segundos um rapaz alto, loiro, olhos mais azuis que o céu daquele dia pulou em nossa frente:

- Os rapazes querem alguma ajudinha? - Dizia ele pegando seu corpo, estava sem camisa, os sinais de violência em sua pele, vários arranhões nas costas e mordidas por todo seu corpo, ele tirava a calça e colocava rapidamente - Eu posso ser todo de vocês - Disse ele pegando a coxa de meu pai, que num impulso segurou a mão do jovem loiro e o jogou em um sofá que estava na "sala de estar", meu pai pulou em cima dele e o ameaçou.
- Aonde está Frozza? - Dizia meu pai com os dentes de fora.

- Pietro Haddad... Quanto tempo meu amigo, andou malhando? Quer me Malhar? - Disse ele soltando uma risada extremamente irritante.
- Não perdeu o humor, não é Frozza?
- Como vou perder, tenho escravos sexuais, sangue a vontade, uma vida cheia de prazeres... E você? Carente? AHAHAHAHAHAHAH - Ele me encarou - Acalme-se filho, a escolha foi de seu pai, mas se quiser se juntar a mim, e recuperar o tempo que você e seu amigo perderam... - Disse ele olhando o meu... é, vocês sabem.

Não demorou muito e apareceram outros 3 "escravos" de Arckimed.
Um homem e duas mulheres entraram sem roupa, pelados dos pés à cabeça, um dos homens ainda estava com o pênis ereto. O pavor misturado com o prazer estava na cara daquelas mulheres, cheias de sangue, os olhos perderam o brilho, estavam cinzas, com algumas manchas vermelhas, elas estavam fora de si.

- Então - recomeçou Arckimed - Ficacará comigo esta noite?
Encarei meu pai, queria que ele falasse algo em minha mente, já que conseguia implantar pensamento nas pessoas, mas como Arckimed lia pensamentos, era arriscado.
- Como disse, você vai provar dos prazeres mais loucos AHAHAHHAHAHA - AQUELA RISADA, EU TINHA VONTADE DE ACABAR COM A VIDA DAQUELE BRUXO FILHO DA PUTA SÓ DE OUVIR AQUELA RISADA.

Meu pai me chamou do lado de fora da casa assustadora, e então:
- Eu acho que você deve ficar, você sabe que não sou a favor. Mas com você aqui, pode mantê-lo a noite toda aqui enquanto eu descubro porquê ele veio até aqui, eu sinto que alguma coisa de errada tem. - Disse meu pai me dando um aperto de mão - Filho... Você que sabe se vai provar dos "prazeres" dele, só quero que você saiba e lembre-se dos seus principios... Vou ir...

Meu pai desceu a montanha com uma velocidade que eu nunca tinha o visto antes, ele se sentia livre sempre que iamos acampar, mas dessa vez, iriamos ficar separados, ambos com suas missões.

- Então, servido? - Disse ele tirando a calcinha de uma das mulheres.
- Mais do que servido - Coloquei os dentes para fora, fui tirando minhas calças e ataquei.