O natal é uma data muito comemorada em minha cidade, pessoas do Rio grande do Sul todo vem para Gramado atrás de fotos perfeitas para cartões postais, o Natal Luz de Gramado, diria que o Brasil todo o conhece, e quer visitá-lo.
Acordei pela manhã, senti um frio na barriga ao ver o sol entrando pela janela e quase encostando em meu pé, a sorte que acordei naquela hora com meu pai entrando pelo quarto e entregando-me um novo protetor, era algo estranho, mas eu não quis contrariar ele, havia feito uma coisa terrivel há três meses atrás; "Vamos filho, esse dura até 3 horas, tenho algo para falar com você, anda, anda"; dizia ele me apressando de tal modo que mal conseguia pensar, passei aquele protetor, aparentemente mais leve que o outro sem grudar tanto na mão, tinha que ser cuidadoso, nenhum pedaço meu poderia ficar vulnerável ao sol.
- Fale pai - Disse pegando a mochila para o acampamento que meu pai e eu faziamos todos anos na época de natal.
- Preciso falar sobre quem nos deu esse protetor... - O olhar dele me preocupou - Você se lembra de Arckimed? Arckimed Frozza?
- O único bruxo que é vampiro? - Disse eu tentando me lembrar bem dos detalhes, muitos invadiram meus pensamentos, ele que fornecia protetor para muito dos vampiros, o que nos fazia poupar a vida de outros bruxos, e eles com seus feiticos, a nossa - O que tem ele pai?
- Digamos que ele está em Gramado caçando, as mortes que vem acontecendo, adivinha...
- Filho da Puta! - Mas ele tinha aquela filha... Morgana? - Disse eu me lembrando da jovem que há muito tempo eu não via.
- Ela morreu já faz alguns anos... - Disse meu pai logo contornando - Mas enfim, vamos até ele hoje, ele desde que chegou criou cinco vampiros meu filho, o velho é um tarado sexual, transou com 2 homens e 3 mulheres, NA MESMA NOITE.
- Isso é mais que injusto, ok? - A raiva dominou meu pensamento, era injusto que até um velho tivesse relações sexuais e eu sem nada, eu sou uma dolescente já faz anos e anos, e só transei uma vez, e nem consegui "terminar" se é que vocês me entendem.
- Filho, deixe de ser assim - Era fácil meu pai dizer isso, ele transava quase todos os dias, era um galã de cinema de tão belo, e as mulheres não resistiam ao seu forçado sotaque italiano... ou algum outro sotaque.
Eu e meu pai seguimos até as montanhas, aonde estava escondido Arckimed Frozza, o lugar era um tanto assustador, se não fosse pelas coisas que eu já vi pela minha vida. Uma casa de pedras, com uma porta de metal, me lembrava as do tempo medieval na antiga England!
Entramos pela porta de metal que ficava fazendo barulhos, anunciando obviamente nossa chegada, pois em menos de cinco segundos um rapaz alto, loiro, olhos mais azuis que o céu daquele dia pulou em nossa frente:
- Os rapazes querem alguma ajudinha? - Dizia ele pegando seu corpo, estava sem camisa, os sinais de violência em sua pele, vários arranhões nas costas e mordidas por todo seu corpo, ele tirava a calça e colocava rapidamente - Eu posso ser todo de vocês - Disse ele pegando a coxa de meu pai, que num impulso segurou a mão do jovem loiro e o jogou em um sofá que estava na "sala de estar", meu pai pulou em cima dele e o ameaçou.
- Aonde está Frozza? - Dizia meu pai com os dentes de fora.
- Pietro Haddad... Quanto tempo meu amigo, andou malhando? Quer me Malhar? - Disse ele soltando uma risada extremamente irritante.
- Não perdeu o humor, não é Frozza?
- Como vou perder, tenho escravos sexuais, sangue a vontade, uma vida cheia de prazeres... E você? Carente? AHAHAHAHAHAHAH - Ele me encarou - Acalme-se filho, a escolha foi de seu pai, mas se quiser se juntar a mim, e recuperar o tempo que você e seu amigo perderam... - Disse ele olhando o meu... é, vocês sabem.
Não demorou muito e apareceram outros 3 "escravos" de Arckimed.
Um homem e duas mulheres entraram sem roupa, pelados dos pés à cabeça, um dos homens ainda estava com o pênis ereto. O pavor misturado com o prazer estava na cara daquelas mulheres, cheias de sangue, os olhos perderam o brilho, estavam cinzas, com algumas manchas vermelhas, elas estavam fora de si.
- Então - recomeçou Arckimed - Ficacará comigo esta noite?
Encarei meu pai, queria que ele falasse algo em minha mente, já que conseguia implantar pensamento nas pessoas, mas como Arckimed lia pensamentos, era arriscado.
- Como disse, você vai provar dos prazeres mais loucos AHAHAHHAHAHA - AQUELA RISADA, EU TINHA VONTADE DE ACABAR COM A VIDA DAQUELE BRUXO FILHO DA PUTA SÓ DE OUVIR AQUELA RISADA.
Meu pai me chamou do lado de fora da casa assustadora, e então:
- Eu acho que você deve ficar, você sabe que não sou a favor. Mas com você aqui, pode mantê-lo a noite toda aqui enquanto eu descubro porquê ele veio até aqui, eu sinto que alguma coisa de errada tem. - Disse meu pai me dando um aperto de mão - Filho... Você que sabe se vai provar dos "prazeres" dele, só quero que você saiba e lembre-se dos seus principios... Vou ir...
Meu pai desceu a montanha com uma velocidade que eu nunca tinha o visto antes, ele se sentia livre sempre que iamos acampar, mas dessa vez, iriamos ficar separados, ambos com suas missões.
- Então, servido? - Disse ele tirando a calcinha de uma das mulheres.
- Mais do que servido - Coloquei os dentes para fora, fui tirando minhas calças e ataquei.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário