_Eu solto, eu solto, mas pare de gritar, pare...
_Uhum _ murmurou ela.
Eu fui soltando devagar, e quando soltei sua boca ela correu para longe, eu fui rápido e cheguei na frente dela, os olhos dela se arregalaram quando ela viu que havia chegado em sua frente.
_ Você é um monstro como ele, ah e eu pensando que você era um herói.
_ Eu não sou um monstro _ Meus olhos ficaram vermelhos, meus dentes saltaram, eu não conseguia sentir raiva, que o meu lado selvagem vinha a tona. Ela começou a gritar muito, eu a olhei e comecei a entrar em sua mente, eu via muitas imagens perdidas, muitas falhas, erros, muitas lágrimas, drogas, sexo, álcool.
Fui agilmente interrompido quando ela me deu um tapa na cara, ela me olhava com raiva, as lágrimas saíram de seu rosto que foi tomado pelo ódio.
Eu tentei me segurar, mas foi inútil, o seu sangue cheirava melhor que uma comida recém feita, do que pão recém tirado da forma, comparação para humanos entenderem.
Peguei forte seu braço e a joguei contra a parede, tirei o cabelo de cima de seu pescoço, e sem pensar mordi. Eu sentia o sangue dela descendo pela minha garganta, era bom sentir o seu gosto, a excitação foi estupidamente grande, fazia tempo que não me alimentava de alguém tão belo, um sangue tão fresco.
Ela se debatia, gritava, chorava, mas eu não conseguia parar, estava acabando com o sangue do corpo dela, e espalhando o veneno que a tornaria vampira, em breve.
Levantei-me, aproveitei que estava com sangue novo e saí correndo pela cidade, me sentia novo, me sentia vivo, o efeito de sangue fresco iria passar então eu corri, mas corri o máximo que pude, o máximo que consegui, me embalava com as mãos as vezes, conseguia flutuar por alguns instantes.
Logo estava em Gramado, cheguei em casa, a grande casa, como chamavam as pessoas da cidade, era uma casa grande, não gosto de me gabar mas é uma casa com tudo que imaginar, até algumas coisas que para nós, vampiros, não fariam falta como geladeira, cama, microondas etc. etc. e etc.
Entrei em casa feliz, cantarolando. Alguém me surpreendeu, fui jogado contra o sofá, que rolou por cima de mim. Me levantei e não consegui acompanhar o vulto que me pegou por trás e me jogou contra a janela, que quebrou em pedaços e foi caindo ao meu lado até o gramado que havia no lado de fora. Levantei-me mais uma vez, e a figura que antes era um vulto foi tomando forma, era meu pai, ele estava com uma cara pouco amigável.
_ Eu te digo para não sair e ir atrás de vampiros, e você vai _ Disse ele pegando meu braço e me jogando contra a parede _ Eu lhe aviso, se quiser se alimentar beba idosos, bebês abandonados, PROSTITUTAS! Não pessoas que farão falta, Leonard, o que eu farei com você?
_Papai, me perdo... _ Ele pegou meu pescoço e começou a apertar.
_ Você a mordeu até o veneno se espalhar? _ Eu tentei ignorar e mudar, mas ele apertou mais forte.
_ Si... Sim.
_ PUTA QUE PARIU LEONARD! O que o mundo menos precisa é de criações por acidente, Leo o que eu farei agora? Ela tem seu veneno no sangue, vai conseguir te achar aonde você estiver...
_ Eu, eu não sabia pai _ O olhar dele estava mais preocupado do que zangado agora.
_ Desculpa por gritar, mas filho, você tirou a vida de uma adolescente. Você quer tanto vingar sua vida que foi tirada pelo seu tio, e agora tira a de outra. Contradições meu filho... Contradições.
Meu pai estava certo, eu havia feito a minha primeira criação, estava tudo embaralhado na minha mente, tudo que eu um dia quis vingar, estava se tornando meu castigo, estava escrevendo minha própria história com sangue dos outros.
