Estudo em uma escola não muito grande, não tenho amigos, meu pai não deixa eu me aproximar de ninguém, ele sente muito medo, mesmo sendo quase mais de 100 anos que meu tio não dá sinal de “vida” ele acha que a qualquer momento ele terá que enfrentar Jonatan e Jenifer, eu sinto que a batalha vai chegar algum dia, mas eu vejo meus colegas e pessoas da escola se divertindo e tudo, sinto vontade de ser amigo de alguém, mas parece que ninguém tenta, ou quase ninguém.
Cheguei na escola 7:15, estava quase na hora de entrar, meu pai me leva até lá de carro, no Brasil a idade para dirigir é 18, e eu estou preso nos 17 anos para sempre... Queria ser um pouco mais velho, não quero ser adolescente por toda eternidade.
Fui direto para minha sala de aula, não tenho amigos nem conhecidos para conversar, me sentei na classe e fiquei esperando o professor entrar e falar sobre algum assunto que eu com certeza eu já tinha ouvido falar, e como a primeira aula era literatura estrangeira, obviamente eu vivi em tal época para ver acontecer o que ele iria falar por 50 minutos.
Olhei para a porta rapidamente após sentir um leve pulsar em todos meus dedos, pressentindo que algo ruim iria acontecer, mas era alarme falso, na porta só estavam Gui e Amanda, irmãos gêmeos, quase idênticos se não fosse a cor de seus olhos e de seu cabelo. Gui era alto e magro como a irmã, sua pele era bronzeada e seu cabelo era de um castanho tronco de árvore, já sua irmã, era um pouco mais branca que Gui, mas seu cabelo lembrava um horizonte logo antes do amanhecer, era loiro-bronze e muito bem cuidado. Os olhos de Gui eram verdes, os de Amanda castanhos.
_Bom dia Leonard! _ Disse Amanda sorrindo freneticamente e balançando seu cabelo repetidas vezes.
_Olá_ Fui seco, mas não conseguia dar confiança para ninguém, as palavras de meu pai me proibindo de fazer amizades vinham em minha cabeça todo tempo.
O professor entrou na sala e me tirou desse momento embaraçoso, salvo pelo gongo!
Não é engraçado o momento, mas eu ri de mim mesmo quando a voz aguda e fina do professor Evandro Castino ecoou pela sala com as palavras “Drácula de Bram Stoker”
Drácula realmente existe, não vou dizer que tive a sorte e o prazer de conhecer o pai dos vampiros, mas meu pai disse que ele “é” um homem muito frio e malvado, agora esse tal de Bram Stoker, era amigo intimo de Drácula, que o traiu e resolveu contar a sua história para a humanidade. Bram hoje está vivendo atormentado pelas 3 mulheres de Drácula, esse não é seu verdadeiro nome, o nome dele é Vlad Tepes, nasceu em 1431 e governou o território que corresponde à atual Romênia.
Eu realmente não queria ouvir mais uma das teorias humanas para os vampiros.
Fiquei olhando para a janela, e vi que o sol ainda não havia aparecido, adoro o inverno nessas cidades gaúchas, o sol nunca aparece. E quando aparece e fica calor, logo vem a forte tempestade.

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